quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Notícias de finanças, crédito e investimentos que cabem no seu bolso
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Rotativo do cartão: o que mudou com o teto de juros e como sair dessa dívida

Desde 2024, os juros e encargos do rotativo não podem ultrapassar o valor original da dívida. Entenda a regra, o que acontece quando você paga só o mínimo e as saídas mais baratas.

Rotativo do cartão: o que mudou com o teto de juros e como sair dessa dívida

O rotativo do cartão de crédito sempre foi a modalidade de crédito mais cara do Brasil. Por anos, os juros passaram de 400% ao ano, transformando pequenas faturas em dívidas impagáveis. Uma lei aprovada em 2023 mudou esse cenário e criou um teto para a cobrança.

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Mesmo com a regra, o rotativo continua caro e deve ser evitado. Veja como ele funciona hoje e o que fazer se você já está preso nele.

Resumo rápido

  • Desde janeiro de 2024, juros e encargos do rotativo não podem passar de 100% do valor original da dívida.
  • O rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte.
  • Depois disso, o banco precisa oferecer um parcelamento, com juros menores.
  • Trocar a dívida por um crédito mais barato é quase sempre a melhor saída.

O que é o rotativo

Quando você paga qualquer valor entre o mínimo e o total da fatura, o restante “rola” para o mês seguinte com juros. Esse saldo financiado automaticamente é o rotativo. É um crédito fácil, porque não exige contrato nem pedido, e justamente por isso é tão perigoso.

O teto de juros: como funciona na prática

A Lei 14.690/2023, a mesma que criou o programa Desenrola, determinou que os juros e encargos financeiros cobrados no rotativo e no parcelamento da fatura não podem ultrapassar o valor original da dívida.

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Exemplo: se você deixou R$ 1.000 no rotativo, o total cobrado em juros e encargos sobre essa dívida não pode passar de R$ 1.000. Ou seja, a dívida pode no máximo dobrar, e não crescer indefinidamente como antes.

Atenção: “no máximo dobrar” ainda é muito caro. Nenhuma aplicação financeira rende perto disso. O teto protege contra o descontrole, mas não torna o rotativo uma boa opção.

O rotativo tem prazo

Pelas regras do Banco Central, o consumidor só pode ficar no rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Se não quitar o saldo, o banco precisa oferecer uma linha de parcelamento com juros menores que os do rotativo.

Pagar o mínimo: o que acontece

Situação Consequência
Paga o total Sem juros. É o uso ideal do cartão.
Paga entre o mínimo e o total O restante entra no rotativo com juros altos.
Paga menos que o mínimo Atraso: juros, multa de 2% e risco de negativação.
Não paga Inadimplência, bloqueio do cartão e nome no Serasa/SPC.

Como sair do rotativo: as saídas mais baratas

1. Quite com reserva, se tiver

Se você tem dinheiro guardado rendendo 1% ao mês, mas deve no rotativo a juros muito maiores, usar a reserva para quitar é matematicamente a melhor decisão.

2. Troque por um crédito mais barato

Empréstimo pessoal, consignado (para CLT, aposentados e servidores) ou crédito com garantia têm juros bem menores que o rotativo. A ideia é pegar o empréstimo mais barato e quitar a fatura à vista.

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3. Parcele a fatura com cuidado

O parcelamento oferecido pelo banco costuma ser mais barato que o rotativo. Compare o Custo Efetivo Total (CET), que deve aparecer na proposta, antes de aceitar.

4. Negocie

Bancos têm interesse em receber. Plataformas de negociação, como o Serasa Limpa Nome, e os próprios aplicativos dos bancos oferecem descontos, principalmente para dívidas atrasadas.

Como não voltar para o rotativo

  • Use no cartão apenas o que já está no seu orçamento do mês.
  • Ative alertas de gasto no aplicativo.
  • Reduza o limite se ele estiver alto demais para o seu controle.
  • Monte uma reserva de emergência, mesmo que pequena, para imprevistos.

Perguntas frequentes

O teto vale para dívidas antigas?

A regra passou a valer para dívidas contraídas a partir de janeiro de 2024.

O banco pode cobrar mais que o dobro?

Não em juros e encargos financeiros do rotativo e do parcelamento da fatura. Se isso acontecer, reclame no banco, no Banco Central e no Procon.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui as condições oficiais. Regras, taxas e limites podem mudar: confirme sempre nos canais oficiais antes de tomar uma decisão.

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